domingo, 21 de agosto de 2011

Jornada à Ponta Grossa


No dia 7 de abril estive em Ponta Grossa, participando do encontro dos associados da lista de discussão L’Autobus do Brasil, organizado pelo criador da mesma, Pablo Dellalibera da Silveira.

Nossa viagem começa na sexta-feira a noite, no Terminal Rodoviário da Barra Funda. Eram 22h25 e vi um Marcopolo Paradiso 1800DD G6, chassi Scania K-124, da Transpen, a serviço da Transfada, estacionado na plataforma indicado na minha passagem. Na dúvida se era o que me levaria a Ponta Grossa, pergunto ao operador que estava próximo se aquele era o das 22h45. Ele, bem humorado, pergunta: “Tem certeza de que é o das 22h45 que é o seu?” Respondo que sim e ele confirma que era aquele carro mesmo. Fiquei surpreso em ver o carro com tamanha antecedência na plataforma. Resolvo colocar minha mala no bagageiro. Pergunto ao motorista a que horas ocorreria a parada. Ele me diz que ocorreria por volta das 2h30.

Subo para meu lugar no DD. O carro é muito confortável. Um belo espaçamento entre bancos. O carro estava lotado. Acompanhei a lotação pelo site da empresa e, na quarta, haviam apenas oito passagens. Como na quinta acabariam as passagens, a empresa colocou no mesmo dia um carro extra às 23h00 da sexta. Essa linha tem uma demanda ótima e justifica o interesse da Expresso Nordeste em colocar uma linha sua neste trecho. Até os últimos instantes tinha a impressão de que daria a sorte de seguir com o banco ao lado desocupado. Mas, no fechar das portas, chega o ocupante da poltrona ao lado. Logo o motorista dá as instruções finais e, em seguida, começa a viagem rumo à Ponta Grossa.


A viagem se deu em meio a uma garoa chata. Ela nos acompanhou por quase toda a viagem. Como o carro estava lotado, o ônibus não parou em Sorocaba. A parada para lanche ocorreu por volta das 2h40 da manhã. Vinte minutos depois, a viagem recomeça até Ponta Grossa, onde chegamos às 6h00 do sábado. Estava escuro ainda.

Por volta das 7h00, deixo a rodoviária, a procura de um hotel. Perto da rodoviária não vi muitas opções. Então, perguntei a alguns funcionários, que me recomendaram seguir para o centro. E assim o fiz.

O trajeto foi tranquilo. Aliás, até demais. Parecia que o mundo havia acabado e eu havia sobrado. Não via uma alma viva em plena 7h00 da manhã. Parecia dia de ano novo em São Paulo.

Por fim cheguei ao hotel. Um hotel bonito e de luxo. O funcionário da recepção me oferece um quarto com cama de casal – que, logicamente, é mais caro. Eu agradeço, mas peço um com cama de solteiro mesmo. Ele me oferece e me passa as chaves. Um funcionário me leva ao quarto. Chegando lá, a surpresa: o quarto tem duas camas: uma de casal e outra de solteiro.

Rapidinho tomo um banho, assisto a reprise do “Sportcenter” da ESPN. A nota cômica do programa: o redator colocou no texto de uma reportagem que um cavalo que havia se machucado em uma corrida havia sido crucificado – ao invés de sacrificado.

Aproveitando – e bem – a estadia, desci pro café. A variedade era enorme, mas fiquei com o simples: café com leite, pão com queijo e presunto e algumas frutas. Em seguida, subi até o quarto, escovei os dentes e segui para o encontro.

1 comentários:

  1. Olá José! Eu participo do grupo L'autobus também. Queria dizer que gostei demais de seu "diários de bordo", lendo eles, dá uma vontade de viajar! rsrs
    Gostaria de saber se você tem algum contato (e-mail ou msn), para que possamos nos conhecer melhor. Aguardo!

    Abração!

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