quinta-feira, 1 de março de 2012

Viagem na 309T...


Em um frio domingo de agosto passado, e dei uma volta na linha 309T/10 Cidade Tiradentes - Terminal Princesa Isabel. Era uma viagem que há muito tempo queria fazer. Aliás, a 309T/10 e, principalmente, a 374T/10, Cidade Tiradentes – Metrô Vergueiro, são duas linhas que sempre tive vontade de conhecer.

O ônibus partiu do Terminal Princesa Isabel às 10h10 e cheguei na Cidade Tiradentes às 11h40. Uma hora e meia cravadas. Isso porque o motorista foi bem ágil na condução do 44609, um Mascarello Gran Via 2011, chassi Volvo B270R. O trânsito também ajudou, já que estava tudo livre, em especial na Avenida Aricanduva.

Não fossem essas condições, a viagem teria sido um inferno. Por quê? O trajeto da linha é muuuuito longo. A Cidade Tiradentes é muito distante do centro de São Paulo. Imagino a penitência que é para os passageiros linha, uma vez que uma viagem, em dias úteis, bate fácil mais de 2h30, devido à enorme distância entre os pontos terminais, aliado ao transito das vias por onde o ônibus passa. Algo que tem solução. Mas só falta um pouco de vontade por parte dos governantes da cidade.

Agora vamos ao ônibus. O Mascarello Gran Via, chassi Volvo B290R, é um belo ônibus. Por dentro um bom acabamento. Mostrou-se um veículo muito silencioso. O trajeto e a extensão da linha em muito contribuem para que os carros se desgastem rápido. Por isso, pode-se ouvir alguns poucos rangidos da carroceria. Em matéria de conservação interna, o veículo estava limpo. Ao chegar no ponto final, em Cidade Tiradentes, a zelosa cobradora fez uma limpeza por dentro do carro.

A viagem não teve grandes ocorrências. No trajeto, algo curioso: as linhas que seguem para a Cidade Tiradentes fazem ponto final no bairro, mesmo tendo um terminal bem próximo, o Terminal Cidade Tiradentes. Tanto na ida quanto na volta, linhas como a própria 309T/10 e a 374T/10, passam pelo terminal para pegar/deixar passageiros, e, depois, seguem viagem. A distância entre o Terminal Cidade Tiradentes e o ponto final da linha, na Avenida dos Metalurgicos, é curta. Não leva nem cinco minutos de viagem.

A região da Cidade Tiradentes, que fica no extremo leste da cidade de São Paulo, mais parece uma cidade do interior. Um local muito pacato. Ainda vi uma charrete puxada a cavalo. Aliás, no trajeto de volta, essa charrete ficou presa no congestionamento na Avenida dos Metalurgicos.

A volta fiz em um Apache Vip da Novo Horizonte. O carro era modelo convencional três portas, sem elevador na porta do meio. Era bem conservado. Não anotei o prefixo do mesmo. Logo o veículo partiu do “Terminal Metalurgicos” – como é chamado o local onde fica o pequeno conjunto de pontos finais das linhas do bairro – e passa novamente pelo Terminal Cidade Tiradentes. Essa passagem de volta tem um grande problema. Ao sair do terminal, o ônibus pega um enorme congestionamento, já que a via que margeia o terminal e leva o ônibus de volta a Avenida dos Metalurgicos, por onde o ônibus segue viagem, é estreita e o tempo do farol é bem curto.

Passado esse pequeno trecho, a viagem seguiu com tranquilidade até chegar nas proximidades do centro velho de São Paulo.

Em um dos pontos próximos ao centro velho, dentre outros passageiros, uma moça, acompanhada de um cadeirante, fez sinal de parada.  Como o ônibus não tinha elevador, para subir o rapaz com a cadeira, a moça precisava de uma ajuda. O motorista abriu a porta mas o cobrador estava enrolado com o pessoal que estava entrando no carro pela porta dianteira. A irmã do cadeirante, com “polidez”, mandou o cobrador ir ajudar a colocar o irmão dela no ônibus. Não escrevi errado, ela mandou mesmo. Tratou-o como seu empregado, sem atentar que o cobrador estava atendendo outras pessoas. Eu e outras pessoas ajudamos a colocar o cadeirante pra dentro do ônibus. Lá dentro, a senhora, de novo, mandou o cobrador, que continuava atendendo a fila, a colocar o cinto de segurança em seu irmão, dizendo que, se algo acontecesse com ele, iria procurar seus direitos. O cobrador pediu paciência e mais um pouco de educação à moça. A partir daí, a moça se irritou e começou uma discussão que durou até o final da viagem. E, pra piorar, se espalhou pelo ônibus inteiro. Quase saiu briga entre dois homens que nada tinham a ver com a história mas que tomaram posições diferentes.

Mesmo com esse clima hostil, logo o ônibus chega ao Terminal Princesa Isabel. O cadeirante desce do ônibus e, junto com sua mal-humorada irmã, segue seu caminho. A dupla do Apache Vip, seguem com o ônibus para o ponto final da linha, para recomeçar a viagem de volta.

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Publicado originalmente na Revista InterBuss nº 60

1 comentários:

  1. Coragem clicar no TP da CT... Na última vez foi expulso por um fiscalzinho armado do CL4.

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